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Turma da Árvore é a primeira a faturar mais de R$ 1 milhão no Orion Parque

Publicado por Mário Cesar Silva - 19/09/19 10h41

O nome é divertido e até dá para arriscar ser um título de gibi infantil. Mas não é bem assim! A denominação Turma da Árvore é para ser leve e descontraída mesmo, entretanto, sua missão é mais séria do que se possa imaginar: Cuidar do meio ambiente como um compromisso diário e constante, agarrar com as duas mãos a carga de deixar um mundo mais limpo, racional e consciente para as gerações do amanhã. A Turma da Árvore é um empreendimento integralmente lageano, está residente no Orion Parque Tecnológico e em menos de um ano de existência já atingiu o seu primeiro milhão em faturamento, exatamente R$ 1.000.008.756,86 (até as 17h01min do dia 10 de setembro) em serviços, valor comprovado e com o devido pagamento de impostos, contabilizados os trabalhos em Mariana (MG), depois do desastre ambiental com o rompimento da barragem controlada pela Samarco (Vale), além do LinkedIn e construções sustentáveis, entre outros. A barragem de rejeitos de mineração (“Fundão”, de Mariana, rompeu em novembro de 2015 no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 quilômetros do centro do município. A Samarco consiste em um empreendimento conjunto das maiores empresas de mineração do mundo, a brasileira Vale.

A empresa Turma da Árvore foi fundada oficialmente em 3 de outubro de 2018. “A Turma da Árvore é genuinamente de Lages, e temos orgulho de oferecer tecnologia lageana para o mundo. O próprio nome já diz: Turma, ou seja, é de todos nós. E tem o conceito de que nasceu para fazer o bem, resolver problemas velhos com soluções novas nas mais diversas áreas da sustentabilidade. Várias pessoas estudam incansavelmente sobre o tema. Sempre transpareceu para nós que a prefeitura apoia o Orion, principalmente junto à Secretaria do Desenvolvimento Econômico, na figura do secretário Marião, e sua equipe, permanentemente prestando todo apoio à empresa, e que assim pudesse fluir normalmente com suas atividades. Desta forma, houve participação extremamente salutar da prefeitura e sem sombra de dúvida fez a diferença para a Turma da Árvore e ao Orion”, observa o presidente da Turma da Árvore, Alessander Comandolli (Alex). Esta mobilização conta, ainda, com o apoio de Mauricio de Sousa, cartunista, escritor, empresário e autor das histórias da Turma da Mônica. O personagem Chico Bento é o padrinho da Turma da Árvore.

Os componentes da Turma da Árvore são nove trabalhadores na Re-Ciclo, 15 na Construtora da Turma da Árvore (CTA), dois no Instituto Dorvalino Comandolli (IDC) e cinco no escritório. O número de funcionários aumenta significativamente, e a valorização da dignidade humana é nítida. Já foram contratados cinco ex-moradores de rua.

O secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Mario Hoeller de Souza (Marião), justifica ser a tecnologia uma aliada às atitudes simples de cuidados com os recursos renováveis e com materiais fundamentais ao dia a dia da vida moderna. “São precauções simples que deveríamos tomar todos os dias, mas a correria e a conscientização ainda lenta não nos permitem uma visão maior. Por isto, startups e empresas como a Turma da Árvore devem ter o nosso incentivo enquanto Poder Público. A prefeitura está de mãos dadas com o Orion e oferece manutenções sempre que demandada, além dos projetos internos, como o Gênesis, escritório de projetos, em que um dos cases é o Programa Cidade Empreendedora, uma parceria entre o Serviço Brasileiro de Apoio ás Micro e Pequenas Empresas - Sebrae e a prefeitura de Lages.”

Evento na sexta-feira, dia 20

Voltada à pesquisa e desenvolvimento 100% direcionada à sustentabilidade dos negócios, a Turma da Árvore está com sua mais nova invenção em processo de lançamento, o Tuktuk Solar, com o intuito de reduzir o problema dos lixos em cima do Aquífero Guarani na região serrana, além de propor soluções de transformar vidro utilizado novamente em areia e papelão em telhado, entre uma série de outras ações a serem constatadas no evento de divulgação na próxima sexta-feira (20 de setembro), às 17h, no hall do Centro de Inovação do Orion Parque Tecnológico, em que estão convidados imprensa, empresas e conselheiros do Orion, quando serão expostas as demais iniciativas, como reciclagem, Instituto Dorvalino Comandolli (IDC), construtora da linha de séries de casas sustentáveis, bem como será possível conhecer a equipe de perto e a marca de R$ 1 milhão.

Em julho de 2018, o prefeito de Colatina, Sérgio Meneguelli, visitou Lages por conta de uma das expedições da Turma da Árvore devido ao desastre do rompimento da barragem de Mariana (MG). A Turma da Árvore fez todo o trajeto dos rejeitos de Mariana, desde Mariana até a foz do rio Doce, e no meio do rio está localizada Colatina. “O prefeito recebeu a equipe de forma amistosa e divulga o trabalho da Turma da Árvore no Brasil todo”, justifica Comandolli. Na ocasião da visita de Meneguelli aos viveiros em Lages, foi manifestado o desejo de Colatina ter uma filial da Turma da Árvore.

Cases da Turma da Árvore

A empresa desenvolve as ideias e fabrica estes instrumentos de sustentabilidade. A empresa detém soluções que vão desde bandejas de alimento sustentáveis, biodegradáveis, compostadas e recicláveis, e a primeira bandeja de alimento humano feita da polpa da madeira e de uma resina vegetal, patenteada pela Turma da Árvore. Esta bandeja suporta ser inserida em fornos elétricos e de fogão e micro-ondas até 250 graus.

Outro case é o plantio de árvores “encasuladas” (de casulo) em Mariana (MG), uma tecnologia patenteada pela Turma da Árvore e que utiliza polpa de papel e resina vegetal para se fazer a programação das árvores e se conseguir realizar o plantio em áreas de rejeito, mesmo com dióxido de sódio, sendo esta a única solução encontrada e realmente funcional entre todas as tentativas feitas em Mariana. São mudas das espécies de angico vermelho, cutieira, ingá feijão, pau d’alho, babosa branca, canudo de pito (mamoninha), ipê amarelo, quaresmeira e adrago (sangra d’água), com área plantada de 1,5 hectare. Agora está em negociação um contrato macro para beneficiar toda a orla do Vale do Rio Doce.

A empresa comporta também uma solução a ser lançada na próxima sexta-feira: A primeira máquina que transforma vidro novamente em areia. O vidro é um dos agravantes nos lixões/aterros sanitários nas cidades, pois leva de 200 a mil anos para se decompor e não havia resolutividade para tal impasse. Os objetivos são a redução dos vidros e da logística reversa de garrafas, pois a cada 14 carretas de garrafas, uma caçamba de areia pode ser gerada, com alta vantagem de custo logístico.

A Turma da Árvore desenvolveu a tecnologia que já está patenteada há duas semanas. Será possível praticar esportes sobre o vidro sem se cortar, pois terá virado areia normal, como se acabasse de ter sido extraída do rio. Portanto, será aproveitado um produto em abundância e sem agredir a natureza. A ideia é gerar uma franquia para cada prefeitura no Brasil e de fora. Já existe interesse do estrangeiro.

Tuktuk e a autonomia dos MEIs

Já o Tuktuk solar consiste em transformar o catador de materiais recicláveis em um Microempreendedor Individual (MEI), tornando-o um dono de um negócio promissor, retirando-se os materiais sólidos das ruas, reduzindo o volume do montante no aterro sanitário e a lucratividade desta operação ainda supre o Instituto Dorvalino Comandolli (IDC), que atende pessoas em vulnerabilidade social. O protótipo de carro em substituição à tração animal (carroças a cavalo) para coleta de resíduos sólidos é elétrico e utiliza baterias carregadas à energia solar, sem poluição.

O Tuktuk surgiu para diminuir o número de resíduos transportados até os aterros sanitários e indiretamente contribuir para a diminuição do número de carroças na cidade e, por consequência, melhorar a mobilidade urbana no trânsito. Esta ideia tem parceria da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) e do Banco da Família (BF).

O projeto do terceiro setor, IDC Brasil, está localizado atrás da Delegacia da Receita Federal, no bairro Sagrado Coração de Jesus, onde são atendidas mais de três mil pessoas por mês, com serviços gratuitos de médico, dentista, aulas de inglês, espanhol, português e matemática, salão de beleza, cursos de corte e costura e oficinas, como capoeira e música. A cada sábado são servidas 300 refeições.

Com esta multiplicidade de atuação, misturando respeito à ecologia e papel social, a construção sustentável é um dos carros-chefe do leque de ações da Turma da Árvore. Atualmente, o concreto é o segundo produto mais consumido do mundo e o mais agressor à camada de Ozônio. E a Turma da Árvore apresenta a solução inovadora de construção de casas em linha de série, como os automóveis, utilizando-se produtos da região de Lages, abranda o desperdício e gera postos de trabalho. Trata-se da Construtora da Turma da Árvore (CTA). Toda construção feita pela Turma da Árvore está dentro da metodologia leed, construções sustentáveis e de baixo impacto de carbono.

O projeto To Bee compreende a geração de colmeias, um grande problema mundial, pois o alerta da mortalidade das abelhas está preocupando o planeta. A Turma da Árvore encontrou um caminho para conciliar a vida das abelhas com a dos seres humanos.

A Turma da Árvore tem duas premissas firmes: Ser socialmente justo, ecologicamente correto e economicamente viável, e a segunda é atender os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Organização das Nações Unidas (ONU), um grande desafio. Para comparar, a Klabin atende seis ODSs da ONU. Com esta amplitude, a Turma da Árvore está compliance com todos os 198 países que fazem parte deste acordo. O compliance é o dever de estar em conformidade com atos, normas e leis, para seu efetivo cumprimento.

A Turma da Árvore já tem uma filial em Belmonte, a cidade mais brasileira em Portugal (vila do distrito de Castelo Branco, na província da Beira Baixa, região do Centro e sub-região das Beiras e Serra da Estrela, com cerca de 3 500 habitantes) e está sendo avaliada a possibilidade de expansão para outras regiões. Mais informações em www.turmadaarvore.com.br

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