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Lages inaugura 12º polo de apoio presencial do curso técnico em Agronegócio

Publicado por Mário Cesar Silva - 25/03/19 20h32

Não é incomum as pessoas viajarem para outras cidades de Santa Catarina e, ao revelar que nasceram ou moram em Lages, ouvirem menções sobre suas fazendas, a pecuária de leite e de corte de primeira linha e as estatísticas vultuosas na produção de grãos, assim como elogios sobre o sabor dos derivados, da carne, das hortaliças e frutas da região. Longe de ser apenas fama, Lages acumula uma produção agropecuária que pode ser copiada em qualquer lugar do Brasil. Tecnologia e mão de obra avançada para atender ao mercado. Ao pensar nisto, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC) inaugurou o polo de apoio presencial do curso técnico em Agronegócio da rede e-TEC na manhã deste sábado (23 de março), com sede instalada no primeiro andar do Sindicato dos Produtores Rurais de Lages, localizado no Parque de Exposições Conta Dinheiro, cumprindo-se o Termo de Cooperação Técnica firmado com a instituição de Lages para difundir as três vertentes do Senar a produtores e profissionais das áreas correlatas, como veterinários e engenheiros agrônomos: formação profissional rural, promoção social do campo e Assistência Técnica Gerencial (ATG). Os técnicos estarão aptos a atuar em propriedades rurais, indústrias, federações e associações.

O espaço foi totalmente remodelado e oferece salas e equipamentos modernos aos 40 alunos estreantes já neste sábado mesmo. São duas salas de aula e uma de informática, biblioteca, auditório, sala administrativa, refeitório e banheiros com acessibilidade. A obra foi executada com recursos próprios do Senar, assim como adquirido mobiliário.

A capacitação será realizada por intermédio do próprio Senar, órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Lages. O curso tem reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). “Parabenizo ao Senar e ao Sindicato Rural pelas inovações e atualizações de conduta perante as especializações. O setor agrícola é o responsável direto para que o Brasil chegue em um estágio de vida com maior dignidade. A qualificação proposta deve mudar o perfil do homem do campo com valorização não apenas da força física, mas do aperfeiçoamento intelectual. Estas experiências enriquecedoras entre alunos e facilitadores devem fazer a atividade mais forte e ainda mais nobre”, justifica o prefeito Antonio Ceron, presente na solenidade.

Este é o 12º polo, os outros 11 estão em Araranguá, Braço do Norte, Campo Alegre, Campos Novos, Canoinhas, Fraiburgo, Rio do Sul, São Joaquim, São José, São Miguel d’Oeste e Seara. Já foram formados 335 técnicos no Estado desde 2016 e atualmente todos os polos têm aulas em andamento. Cinco turmas irão colar grau no segundo semestre de 2019.

As aulas são gratuitas e os estudantes foram selecionados por processo seletivo com acompanhamento do Ministério da Educação (MEC). Foram 150 inscritos no total para concorrer às vagas. O curso de 1.200 horas terá duração de dois anos e será dividido em teoria e prática, esta com dia de campo e visita técnica. As aulas serão ministradas no método 80% a distância e 20% presencial com orientação de tutores.

Este será o 3º produto oferecido no Sindicato, ao lado da Formação Profissional Rural (FPR) e da Assistência Técnica Gerencial (ATG). “Tenho certeza que com a parceria que o Sistema Faesc/Senar firmou, e cada vez mais sólida, com o Sindicato Rural de Lages, os alunos terão a chance de usufruir desta estrutura aconchegante e eficiente. Os ensinamentos serão oportunizados através de bons professores da região e do Estado. No futuro vamos poder contar com os novos profissionais a serem formados, pois vão fazer a diferença na sua propriedade ou na assessoria de outras”, salienta o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi.

O presidente do Sindicato Rural, Márcio Pamplona, lembra que em 2019 a entidade completará seus 80 anos, em agosto, e o polo configura como um presente aos produtores e seus familiares, e comunidade em geral. “Uma vitória para o conhecimento a ser aplicado no progresso da cadeia produtiva”, resume.

Todo o Estado foi mapeado e os polos seguintes serão implantados em regiões de demanda. O Senar pretende abrir o máximo de polos possível, com expansão gradativa, respeitando sua capacidade financeira. Outra novidade é que através da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) será instituído em Santa Catarina um curso superior ligado ao agronegócio. O secretário municipal da Agricultura e Pesca, Osvaldo Uncini, e o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental em Chapecó, tenente-coronel, Adair Alexandre Pimentel, prestigiaram o evento de descerramento da placa inaugural. O presidente do Sistema Faesc/Senar é José Zeferino Pedrozo.

O poder inigualável de Santa Catarina

Evidentemente, Santa Catarina é detentora de destaque em indicadores, principalmente no agronegócio. Em nível de Brasil, o Estado ocupa a 4ª posição em atividade leiteira; é o maior produtor de suínos; 2º maior de aves; 2º maior produtor de arroz, e o maior em produção de bananas, além de referência na produção e qualidade da maçã. A exportação brasileira é uma das mais brilhantes.

Enfoque também deve ser dado às agroindústrias de pequeno e médio porte com produtos diferenciados e com certificados de origem, além das gigantes Seara, Aurora, Piracanjuba, Tirol e BRFoods. Santa Catarina produz quantidade, qualidade e regularidade, gera renda e movimenta a roda da economia do mercado transformador e consumidor interno e internacional.

O agronegócio de Santa Catarina hoje é representativo em nível de Brasil. Um Estado com pequena dimensão e população. No entanto, se evidencia em termos de produção, especialmente no agronegócio, setor primário. Em nível mundial, o Brasil é destaque por ser um dos maiores e mais eficientes produtores do planeta.

Em uma área extremamente reduzida, o Brasil utiliza em torno de 30% do território para a agricultura e agronegócio. O restante é ocupado por cidades, áreas públicas ou áreas preservadas. “Ou seja, é uma alta produtividade para territórios elevadamente pequenos”, pontua o presidente do Sindicato Rural, Márcio Pamplona.

A capacidade estrondosa da Coxilha Rica

A Coxilha Rica possui uma área total de aproximadamente 120 mil hectares. A perspectiva de exploração é de 30% devido aos fatores limitantes, como relevo, pedras e áreas respeitadas, como as reservas, banhados e Áreas de Preservação Permanente (APPs). Esta projeção é resultado de um estudo da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Atualmente estão explorados cerca de seis mil hectares, ocupados predominantemente por plantações de milho e soja.

Todavia, a Coxilha Rica é produtiva e rentável em pecuária há mais de 300 anos, áreas de pasto consolidadas. A agricultura está estabelecida nas áreas tidas como adequadas, que são poucas tendo em vista o espaço total.

Lages inaugura_12_polo_de_apoio

Texto: Daniele Mendes de Melo

Fotos: Marcelo Pakinha


 

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