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Redução de tributos vai dar competitividade ao vinho catarinense a partir de janeiro

Publicado por Mário Cesar Silva - 14/11/17 11h57

Os vitivinicultores da Serra catarinense têm motivos de sobra para comemorar. Após ter sida reconhecida esta semana pelo Guia de Vinhos do Brasil como a região que produz vinhos com a melhor qualidade do Brasil, outra boa notícia: a partir do próximo ano as vinícolas vão poder fazer parte do Simples Nacional. Isso significa uma redução substancial na atual tributação do produto, que poderá diminuir de 54% para 14%. “A partir dessa mudança, o vinho nacional ganhará competitividade”, ressaltam Guilherme Grando e Ernani Garcia, diretores da associação Vinhos de Altitude Produtores e Associados, entidade que congrega 20 vinícolas de Santa Catarina em 35 projetos, que produzem dois milhões de garrafas ao ano.

 A Serra catarinense é uma das regiões do mundo que têm vinhos com personalidade própria, situação privilegiada e comprovada com a avalição do Guia, mas nesses 15 anos de atividade tem enfrentado o maior de todos os obstáculos, que é falta de competitividade. “Somos penalizados com o elevadíssimo custo Brasil e uma tributação desleal”, explica Guilherme Grando, diretor da Villaggio Grando e presidente da Associação.

Essa situação vai começar a mudar a partir de janeiro com o Simples Nacional, segundo avaliam os dois líderes do segmento. “A mudança na tributação, além de atender aos apelos do setor, vai estimular a cooperação. Aliás, só temos um caminho no mundo globalizado e competitivo de hoje, que é o de concentrar esforços”, acentua Ernani Garcia, proprietário da vinícola Abreu Garcia, que recentemente ganhou duas medalhas de ouro no encontro nacional do espumante brasileiro.

Só poderão integrar o Simples Nacional as vinícolas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Nesta faixa entram todas de Santa Catarina. Muitas vinícolas brasileiras ficarão de fora e continuarão a sofrer devido à falta de competitividade. Os produtores do Chile, Argentina, Espanha e países europeus não enfrentam burocracia e têm tributos bem menores, muitos dos quais sequer tributam o vinho por considerar o produto um alimento, explicam Garcia e Grando.

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